Reações aos textos 2012/2 

Livro: Redes sociais digitais – a cognição conectiva do Twitter

(Lucia Santaella e Renata Lemos)

 

 

Armazenamento e Recuperação de Dados

Prof. Jonas Federman

Camila Rondinini

Reação ao capítulo 6 – “Visualizando Laços Sociais no Twitter: O Continuum na Era dos Fluxos – A cognição Conectiva do Twitter”.

A autora cita que o twitter pode ser entendido como uma midia social “precursora de um modelo interativo inédito” e atribui a Nussbaum a idéia. Entretanto, o artigo com o qual o autor foi linkado não tem exatamente essa idéia. O que ele fala em seu artigo é sobre a passividade dos usuários do Twitter, onde 10% é responsável por 90% do conteúdo, e que números parecidos com esse acontecem também com o Youtube e Flickr. Ele também discute a afirmação de uma pesquisa da Harvard Business University de que o twitter não é uma ferramente de conversação, mas somente de broadcast, o autor tem a opinião de que o twitter é os dois. A única diferenciação que o autor faz do twitter é dizer que ele é difícil de ser usado por novos usuários, pois não é nem de perto intuitivo como as outras mídias. Apesar da referência mal-feita, concordo com o que autora diz em seguida no texto de que o twitter tem um caráter de always on. Acredito que de fato isso o diferencia de outras mídias sociais, as quais apesar de rápidas não tem como foco principal o tempo real.

A autora também irá analisar os laços sociais do twitter, e diz que ele mudou a experiência individual de sociabilidade em rede. Para afirmar isso, ela apresenta, entre outras, a seguinte idéia: “os laços do twitter são dinâmicos e multidirecionais, ultrapassando as categorias primárias de “seguidores” e “seguidos” ”. Concordo com a autora nesse aspecto, pois de fato há uma interação em rede que, na época, não havia em outros lugares, entretanto, ao focar somente no aspecto social do twitter a autora ignora seu lado de “broadcast” que segundo Nussbaum é 50% da essência da ferramenta.

Link de referência da notícia (o qual não se encontra completo na bibliografia): http://www.businessweek.com/innovate/NussbaumOnDesign/archives/2009/06/twitter_hype_or.html

 

 

 

Armazenamento e Recuperação de dados

 

Milena Rios Gaspar

Professor Jonas Federman

 Reação ao capítulo 6 – “Visualizando Laços Sociais no Twitter: O Continuum na Era dos Fluxos – A cognição Conectiva do Twitter”.

Não há como negar o papel “revolucionário” que o Twitter possuiu no tratamento individual e coletivo como rede social e interativa na web. Sua forma de escrita e disseminação de mensagens é de fato muito característica e o diferenciou das outras redes sociais e interativas pela velocidade e as interações em tempo real. A própria noção da espacialidade se deforma quando pensamos na mobilidade da rede nos celulares, os quais são leves, portáteis e possuem acessibilidade wifi em inúmeros lugares.

O Twitter acelerou a noção de interatividade “always on” que seria “sempre conectado” na rede, em qualquer lugar, a qualquer momento que o usuário tenha interesse ou necessidade.  Giuseppe Lugano já sentenciava isto, em 2008: “The technical convergence of computer and mobile networks opens opportunities for a synergy among SNS and MoSoSo, supporting social networking activity anytime and anywhere”, ou seja, os aparelhos portáteis, unidos com as possibilidades web, permitem uma interconexão entre usuários a qualquer momento e de qualquer lugar. (http://www.firstmonday.org/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2232/2050)

Dessa maneira, é interessante analisarmos a conexão que se forma entre os usuários dessa rede; são relações intensas de fato, pois a quantidade de fluxo de informações e a velocidade com que são passadas são tão grandes que é difícil filtrar e armazenar uma informação por muito tempo. As palavras, as ideias, os conceitos, são efêmeros e postos de lado rapidamente, para dar lugar a novos fluxos, sempre contínuos.  Exatamente por essa característica, os laços que se formam no Twitter, mesmo com uma rede de amigos e conhecidos, são difíceis de serem mensurados. Os laços se fazem e se desfazem com extrema rapidez e os caminhos que se podem seguir em busca das informações desejadas são amplamente vastos e complicados de se rastrear. As informações simplesmente acontecem e podem ou não percorrer o mundo em poucos segundos.

Hoje em dia, entretanto, essas características se fundem com outras redes sociais, como o Facebook.  É claro que cada rede continua tendo sua especificidade, e a do Twitter é o máximo de informação, no menor espaço e com a maior velocidade, de modo a manter o fluxo de ideias, pensamentos, sentimentos e outros contínuo.  Mas não podemos tomar o Twitter como a única ferramenta capaz de conectar usuários nos tais fluxos mencionados. O foco do Twitter não deve ser nos fluxos que são formados, mas sim na velocidade com que os fluxos se formam. Reiterando um pensamento já registrado anteriormente, a palavra chave quando se fala dessa rede é velocidade.

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