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Este espaço reúne temas relacionados aos cursos: ARTE DIGITAL (disciplina ECA503 – Comunicação Social – Hab. Public e Propaganda e Produção Editorial); Armazenamento e Recuperação de Dados ( disciplina ECA 255 – Comunicação Social) ministrados pelo Prof. Jonas Federman na Escola de Comunicação da UFRJ.
Arte, ciência e comunicação compõem nossa linha de pesquisa, Arte em trânsito: o interator e a arte móvel no Brasil, que está registrada no SIGMA.UFRJ sob o número 18419.

Arte e ciência, conforme Ricardo Barreto em seu texto Cultura da imanência:

“ […] só podemos falar em ‘arte digital’ no sentido metafórico, pois no anarqui-culturalismo a ‘arte digital’ significa todas as demais disciplinas potencialmente intercruzadas num processo de transcodificação. O anarqui-culturalismo ocorre quando a autoridade cultural não pode mais exercer nenhum poder sobre os seus produtores; quando os seus produtos não são mais comercializados; quando o valor do produto cultural não repousa sobre a sacralização ou sobre a propriedade, mas na sua capacidade de potencializar os agentes que com ele se conectam; quando o produtor cultural liberta-se de seu ego, liberta-se de seu nome, liberta-se da pretensão inócua de entrar para história e, então, ao se desterritorializar pode participar de um plano mais complexo, onde o sentido construído pelo autor é substituído pelas estratégias de múltiplos sentidos em co-autoria com seus integrantes, quando o produto cultural deixa de ser linear e analógico e passa a ser um sistema ubíquo de complexidade interativa enfatizando seus aspectos imersivos e bioculturais, formando-se portanto, máquina de transformação cultural: quando não há mais o mundo próprio das artes, das ciências ou de qualquer outra disciplina, mas o jogo livre entre seus códigos, o jogo livres das diagonais que atravessam todos os planos, todas as disciplinas e que entrelaçam as multiplicidades heterogêneas num jogo livre das conexões. A cultura da imanência procede por replicação.”[1]

Sobre comunicação, André Lemos cita em Territórios Informacionais:

“As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades. […] Mobilidade e cidade são indissociáveis. Essa relação é uma constante,
mas novas dimensões emergem com as novas tecnologias digitais e as redes telemáticas. […] as formas sociais emergentes dessas mídias de função pós-massiva, aliadas às tecnologias móveis (dispositivos e redes de comunicação como palms, laptops, GPS, celulares, etiquetas RFID, Wi-Fi, bluetooth), criam novos processos de controle informacional do espaço, em novos territórios, os «territórios informacionais».”[2]


Notas:

[1] BARRETO, Ricardo. Cultura da imanência. Teoria Digital Dez anos do FILE (Festival Internacional de Linguagem eletrônica), pg. 19 e 20. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010
[2] Professor Associado da Faculdade de Comunicação da UFBa. Pesquisador 1 do CNPq.
Site: http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos

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